Ministério reforça, desequilíbrio ambiental é causa da epidemia

A avaliação dos assessores técnicos do Ministério da Saúde sobre o Plano Estadual de Controle da Malária foi positiva. “É bem organizado do ponto de vista das estratégias , ações e responsabilidades”, atesta o médico Rafael Silva, professor de Doenças Infecciosas e parasitárias da Universidade Federal do Maranhão e consultor do Ministério da Saúde. No entanto, ressalta, “a malária é um problema muito complexo que vai além das ações de Saúde”.

Rafael reforça a tese de que os problemas sócio-ambientais são os de maior impacto no crescimento da doença. Na manhã de anteontem ele e outros representantes do Ministério da Saúde participaram de um sobrevôo de helicóptero pelas principais áreas de risco, onde estão concentradas as maiores invasões de terra. “A situação é preocupante”. Ele disse que não há dúvidas sobre a epidemia de malária que ocorre em Manaus desde julho de 2002. “Ela é fruto do desequilíbrio ecológico”.

O sub-secretário nacional de Vigilância em Saúde, Fabiano Pimenta, também participou do sobrevôo. “É uma situação jamais vista”, disse, sobre a extensão distribuição desordenada de habitações. “A questão é intersetorial e as ações de integração com órgãos ambientais e de controle de terras e produção, já iniciadas pela Susam, precisam ser intensificadas urgentemente”. Segundo ele, a efetividade das ações de controle serão maiores ou menores em função dessa articulação. “A Saúde vem sendo chamado a responder pela epidemia, mas a razão do problema extrapola em muito este setor”.


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