CHS promove programação do Agosto Lilás com palestras e aula de defesa pessoal

Atividades orientaram colaboradoras sobre prevenção à violência, rede de apoio, acolhimento às vítimas e técnicas de proteção

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Fotos: Nicoli Bacelar/ CHS

O Complexo Hospitalar Sul (CHS), da Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM), promoveu, nesta quarta-feira (26), uma programação especial em alusão ao Agosto Lilás, campanha nacional de conscientização e enfrentamento à violência contra a mulher. A iniciativa reuniu colaboradoras e profissionais de diferentes setores da unidade em atividades voltadas à informação, prevenção, acolhimento e fortalecimento da rede de proteção.

Durante a manhã, foram realizadas palestras sobre os diferentes tipos de violência contra a mulher, formas de prevenção e a atuação dos profissionais de saúde no acolhimento às vítimas. A analista de Recursos Humanos do CHS, Juliana Sena, conduziu a palestra “Violência contra a mulher: reconhecer para prevenir”, destacando a importância da informação para identificar situações de violência que, muitas vezes, são naturalizadas no cotidiano.

Segundo Juliana, a campanha busca ampliar o conhecimento sobre os diferentes tipos de violência, orientar sobre como agir diante dessas situações e apresentar os serviços e instituições que podem oferecer suporte às vítimas.

A enfermeira do Serviço de Atendimento às Vítimas de Violência Sexual (Savvis), Vivian Graziella, abordou o tema “Quando a violência chega ao hospital: o papel da equipe no acolhimento à mulher”. Durante a apresentação, foram detalhados os fluxos de atendimento disponíveis no CHS e reforçado que o serviço funciona 24 horas, com atendimento de porta aberta.

“O atendimento é multiprofissional e reúne profissionais do Serviço Social, Psicologia, Medicina e Enfermagem para garantir um cuidado completo, com acolhimento, orientação e encaminhamento para os serviços da rede de proteção”, afirmou Vivian Graziella.

A programação também contou com a palestra “Violência psicológica e suas marcas invisíveis”, ministrada pela psicóloga clínica Fernanda Pinto. A atividade abordou comportamentos como ameaças, humilhações, manipulação, controle e isolamento, que podem ser difíceis de identificar, mas provocam impactos na saúde emocional e na autonomia das mulheres.

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Fotos: Nicoli Bacelar/ CHS

As atividades contribuíram para ampliar o conhecimento das colaboradoras sobre as diferentes formas de violência, os sinais de alerta e os caminhos disponíveis para buscar ajuda e proteção.

Aula de defesa pessoal reforça segurança e autoconfiança

No período da tarde, as colaboradoras participaram de uma aula de defesa pessoal conduzida pelas atletas Beatriz Sharam e Bianca Melo. A atividade apresentou técnicas de proteção e reação diante de possíveis situações de perigo, além de orientações relacionadas à percepção de riscos, autoconfiança e valorização pessoal.

As instrutoras destacaram que a atividade vai além do aprendizado de técnicas físicas, trabalhando também a percepção de situações de risco, o fortalecimento da autoconfiança e a importância de reconhecer comportamentos abusivos e buscar apoio.

A agente de Portaria Proteia Moraes, que participou da atividade, avaliou que o treinamento proporcionou novos conhecimentos e contribuiu para fortalecer a confiança das participantes.

Protocolo Violeta

Além das atividades realizadas durante o Agosto Lilás, o CHS está implantando o Protocolo Violeta, iniciativa voltada ao acolhimento de colaboradoras que estejam vivenciando alguma forma de violência ou tenham dúvidas sobre situações enfrentadas no cotidiano.

Profissionais capacitadas serão identificadas por um crachá com a mensagem “Eu apoio o Protocolo Violeta”. Elas estarão disponíveis para oferecer uma escuta acolhedora e orientar as colaboradoras sobre os caminhos e serviços que podem ser procurados, respeitando as particularidades de cada situação.

Juliana Sena explica que o objetivo do protocolo não é investigar os casos, mas garantir um espaço seguro de escuta e acolhimento, no qual as colaboradoras possam relatar situações vivenciadas e receber o direcionamento adequado.

A proposta é que o Protocolo Violeta permaneça ativo durante todo o ano, para além do mês de agosto, fortalecendo o acesso à informação, ao acolhimento e à rede de apoio para as colaboradoras do CHS.


SES-AM
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