Oficina de crochê no Caic TEA Gilson Moreira incentiva empreendedorismo feminino de mães atípicas

Atividade estimula o aprendizado de novas habilidades e incentiva a produção de peças que podem ser comercializadas pelas participantes

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O Centro de Atenção Integral à Criança com Transtorno do Espectro Autista (Caic TEA) Gilson Moreira, na zona norte de Manaus, vem realizando, semanalmente, uma oficina de crochê voltada às mães de crianças autistas atendidas na unidade. A iniciativa alia aprendizado, convivência e possibilidade de geração de renda para as participantes.

Durante as atividades, as mães atípicas aprendem técnicas de crochê e confeccionam diferentes produtos. Para a secretária executiva de Atenção Especializada e Políticas de Saúde da Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM), Laís Moraes, a iniciativa representa uma forma de ampliar o cuidado para as mães durante o período em que os filhos estão em atendimento.


“Enquanto as crianças estão em atendimento, as oficinas oferecem às mães um espaço de interação, aprendizado e cuidado, contribuindo também para a saúde mental delas. É uma forma de trazer essas mulheres para o protagonismo da própria condição econômica, estimulando o empreendedorismo e o desenvolvimento de novas habilidades”, destacou.

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FOTOS: Lia Cardoso/ Caics TEA

Segundo o supervisor assistencial do Caic TEA Gilson Moreira, Carlos Costa, a oficina também proporciona um espaço de integração e troca de experiências entre as participantes.


“Muitas dessas mães acabam parando de trabalhar para se dedicar ao tratamento dos filhos, e é aí que a Rede Teia faz a diferença, impulsionando o empreendedorismo feminino e permitindo que essas mães fortaleçam sua rede de apoio por meio dessas iniciativas, como rodas de conversa, oficinas e cuidando da saúde mental”, explicou.

Experiência

Participante da ação, Branca Affonso conta que o aprendizado do crochê mudou a forma como ela e outras mães aproveitam o tempo enquanto aguardam os filhos durante os atendimentos. Para ela, a atividade, que começou como uma novidade, acabou se tornando também um momento de terapia e descoberta.

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FOTOS: Lia Cardoso/ Caics TEA

“Quando iniciamos a oficina, não sabíamos fazer nada, apenas admirávamos o crochê e achávamos que era algo muito difícil. Aos poucos, fomos aprendendo e percebemos que, assim como nossos filhos fazem terapia, o crochê também se tornou uma forma de terapia para nós. Hoje, além de aprender novas habilidades, estamos aprendendo a precificar e vender nossas peças, o que pode ajudar na renda de casa”, contou.


SES-AM
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