Mulher
Prevenindo a Violência
A equipe de saúde pode apoiar as mulheres no reconhecimento do problema da violência, propiciando espaços de escuta individual e coletiva nas unidades de saúde, com o objetivo de identificar situações de risco e traçar medidas preventivas, como:
Promover a organização de grupos de mulheres com a finalidade de trabalhar as questões de gênero, poder, violência, fortalecimento da autonomia e formas alternativas de resolução de conflitos;
Facilitar o acesso a uma rede de apoio social (trabalho, moradia, etc.), buscando incluir a mulher e elevar a sua condição de cidadania;
Promover grupos de homens com a dinalidade de propiciar a discussão sobre a violência, relação de gênero, fortalecimento da auto-estima e formas alternativas de resolução de conflitos.
Facilitar o acesso a serviços de educação e assistência;
Contribuir para fortalecimento dos laços do adolescente com a família e amigos;
Contribuir para a expressão e desenvolvimento dos adolescentes, respeitando novos valores;
Organizar grupos de debates com profissionais de outras áreas envolvidas;
Considerar a possibilidade de depressão puerperal e encaminhar a família para serviços especializados.
Doze Passos da abordagem
Desenvolver uma atitude que possibilite à mulher sentir-se acolhida e apoiada;
Ajudar a mulher a estabelecer um vínculo de confiança individual e institucional para avaliar o histórico de violência, riscos, motivação para romper a relação, limites e possibilidades pessoais, bem como seus recursos sociais e familiares;
Conversar com a mulher sobre as diferentes opções para lidar com o problema que ela está vivenciando, garantindo-lhe o direito a escolha, fortalecendo sua auto-estima e autonomia;
Estabelecer passos graduais, concretos e realistas, construindo um mapa dos recursos, alternativas e ações, com vistas a implementar a metodologia a seguir;
Apoiar a mulher que deseja fazer o registro policial do fato e informá-la sobre o significado do exame de corpo e delito, ressaltando a importância de tornar visível a situação de violência;
Sugerir encaminhamentos aos órgãos competentes: Delegacia Policial, de preferência Delegacia de proteção à Mulher e Instituo ou Departamento Médico-Legal. Orientar a mulher quanto ao seu direito e importância de guardar uma cópia do boletim de Ocorrência;
Estimular a construção de vínculos com diversas fontes de assistência, acompanhamento e proteção, reforçando a sistemática de atuação de uma rede de apoio;
Caso necessário, encaminhar ao atendimento clínico na própria unidade ou para serviço de referência, conforme a gravidade e especificidade de danos e lesões;
Conforme a motivação da mulher para dar andamento ao processo de separação, encaminhá-la aos serviços jurídicos – Defensoria Pública, fórum local ou ONGs de apoio jurídico;
Sugerir encaminhamento para atendimento de casal ou família, no caso da continuidade da relação, ou quando houver filhos e portanto a necessidade de preservar os vínculos parentais;
Sugerir encaminhamento para atendimento psicológico individual, de acordo com avaliação do caso.
Fonte: Brasil. Ministério da Saúde. Violência Intrafamiliar: orientações para práticas em serviço / Secretaria de Políticas de Saúde, 2001.